revejo, sim.
raja um vento e te revela.
o vento o que sabe?
sabe a cabelos; ser vento sabe,
coisas de si só sabe,
feito rio para si.
rio que mar regurgita.
vi e agora revejo que voltas.
do ângulo da pedra que o sal gasta
o arco da sombra velha mira.
dormirei aquela sombra onde o sol não cabe?
sp - 28/11/05
29.4.09
23.4.09
19.4.09
11.4.09
olhando pela janela.
algumas vezes posso ver a chama da refinaria de petróleo. longe. longe.
*
vindo de metrô para o trabalho reparei que esse é um movimento repetido exaustivamente, a ponto de perder o sentido.
**
quando eu era menino pensava em como seria o dia de minha morte. Era algo distante...
evito pensar nisso agora.
***
se as nuvens estão velozes, e é fim de tarde, umas estão mais iluminadas que outras. a vontade de chorar me salta dentro do estômago. nostalgia. infância súbita que fosse nascer vomitada.
23/set/08

foto: mai fujimoto
alegria: soprar o dente-de-leão.
alegria: observar o vôo das sementes mais leves que o ar.
alegria: imaginar um destino longínquo para o pouso.
26/set/08
p.s. - essa imagem e esse texto se conheceram tempos depois
9.4.09
Assinar:
Postagens (Atom)